Havia, uma vez, um homem e este homem tinha um sonho

Imaginar até que ponto o sonho que sonhamos é possível ser realizado é, talvez, a primeira de uma série de barreiras que enfrentamos quando administramos, nas páginas ainda brancas de nossas vidas, os nossos desejos, anseios e planos futuros. No entanto, alguns poucos, bem poucos, aliás, e bastante ousados, são capazes de imaginar, para si e para os que estão à sua volta, aquilo que homem nenhum, até então, conseguira fazer. São esses poucos os donos do futuro.
A imaginação, já nos disse Albert Einstein, é mais importante que o conhecimento. Esta máxima do físico alemão não representa, necessariamente, um julgamento acerca da superioridade de um ou de outro elemento humano. Não há entre eles qualquer relação de maior ou menor relevância. Einstein não nos diz que o conhecimento tem menor valor, ao contrário, o conhecimento que dispomos, ou mesmo aquele buscamos, é a base para que alcancemos tudo o que nossa imaginação é capaz de projetar. Mesmo aquilo que, para a maioria, possa parecer impossível.
Muito provavelmente, as palavras de Albert Einstein demoraram até chegar ao interior no Brasil, no estado da Bahia, região pobre e marcada, historicamente, por um passado de muita desigualdade e sofrimento. Ainda que as palavras do físico alemão demorassem a chegar até nós, havia, no entanto, quem já fizesse delas grande uso. Naquele outono de 1982, quando se colocou em prática um projeto tímido, talvez quase ninguém ali soubesse que aquele seria o projeto que revolucionaria a vida de milhares de pessoas. Apenas alguns poucos, bem poucos, é verdade, tinham consciência disso. São esses poucos os que já viviam o futuro.
Disse Clarice Lispector que acreditar em anjos é o que faz, de fato, que eles existam. Assim é com o milagre. Basta que acreditemos, trabalhemos duro dando o que há de melhor de nós, para que eles também aconteçam. Construir uma cidade universitária, onde, até poucos anos atrás, não havia praticamente nada, sem dúvidas é um milagre ao alcance dos nossos olhos. Talvez, por já estarmos, todos nós, acostumados à beleza das instalações, à dinâmica da vida acadêmica ou às tarefas diárias, não concedamos o devido valor ao universo que existe à nossa volta. Somente o idealizador, aquele que primeiro imaginou tudo aqui e fez nascer, do pó, o que hoje é a maior instituição da região, é capaz de mensurar a realização dessa conquista.
É por este e por uma infinidade de outros motivos, que a família AGES se sente privilegiada por fazer parte de um projeto que, desde a sua gênese, tem sido comandado por uma das personagens mais brilhantes da história do nosso município e região. Um cidadão que nos ensina, diariamente, que o impossível é só uma questão de perspectiva, de olhar sob outro ângulo até que percebamos que ele, de fato, não existe. Tenha plena certeza de que o seu projeto de vida, desde o início, tem sido a base para o projeto de vida de muitas outras pessoas. O sonho que foi sonhado uma vez, por um único homem, hoje é a realidade que sustenta e faz serem felizes milhares de famílias.
O nosso maior presente só pode ser dado em forma de pedido: permaneça ainda por muitos e muitos anos em nossas vidas, sonhe conosco os nossos sonhos, mostre-nos, daí do futuro, onde resides, o que a vida nos reserva, auxilie-nos como um farol que, em noites tempestivas, é o ponto de equilíbrio para que alcancemos, no final, o seguro porto.
Feliz aniversário!
Família AGES