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Segunda sessão de Direito e Literatura

Informamos que teremos a segunda sessão de Direito e Literatura e, a primeira do semestre 2016.1, neste sábado 02/03/2016, das 9h às 12h30, com as turmas da professora Tanise Zago ( 5º e 8º – DTO), além das turmas de Letras (Calendário Alternativo).

 

As palavras se sujam de nós na viagem

Os rios recebem, no seu percurso, pedaços de pau,
folhas secas, penas de urubu
E demais trombolhos.
Seria como o percurso de uma palavra antes de chegar ao poema.
As palavras, na viagem para o poema, recebem nossas torpezas,
nossas demências, nossas vaidades. E demais escorralhas.
As palavras se sujam de nós na viagem.
Mas desembarcam no poema escorreitas: como que filtradas.
E livres das tripas do nosso espírito.
(BARROS, Manoel de. Ensaios Fotográficos. Rio de Janeiro: Record, 2005).

 

Resumo/ Descrição da Atividade

O ensino jurídico não é exceção em relação à adoção de novas metodologias para o processo de aprendizagem. Isso fica ainda mais evidente quando se compreende o esforço de educadores em utilizar diferentes linguagens para potencializar a ação do operador do Direito e, entre os recursos destacam-se as obras literárias, por inúmeras possibilidades para a problematização de temas, visualização de cenários, exposição de ideias, enfim o alargamento da visão sobre as possibilidades do agir no campo do Direito de forma humanizada. É neste contexto onde os Colegiados de Direito e Letras, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais – AGES encontram subsídios para oferecer aos acadêmicos uma seleção de obras da literatura nacional e universal com temáticas jurídicas, a motivar o encontro quinzenal de professores, alunos e comunidade, na tentativa de esmiunçar detalhes do cotidiano, da alma humana, dos nevrálgicos discursos e visões sobre a existência, os conflitos e o afloramento dos mais nobres sentimentos, enfim, a vida. A ideia não é original, pois assenta o esforço no êxito da experiência do professor e procurador de justiça Lênio Luiz Streck, apresentador do Programa: Direito e Literatura, produzido pelo Instituto de Hermenêutica Jurídica (IHJ) em parceria com a Fundação Cultural Piratini (TVE/RS), sob a coordenação do prof. André Karam Trindade e veiculado nacionalmente pela TV Justiça. Assim, sob os holofotes é possível dedilhar, sutilezas das letras tão essenciais para humanizar a aridez jurídica, dando ao seu fazer uma feição mais humanizada, especialmente neste tempo onde a conciliação, a composição são tão almejadas. Portanto, acredita-se na potencialidade dos textos literários na retenção de recortes da realidade, quer histórico ou ficcional capaz de instigar a crítica, o modelar do olhar para nuances interdisciplinar, onde a linguagem é vista como ferramenta essencial do agir jurídico.